Criacionismo ou Evolucionismo

Criacionismo ou Evolucionismo

Criacionismo ou Evolucionismo   A doutrina da criação é religiosa, a mesma encontra-se no livro...

Criacionismo ou Evolucionismo

Criacionismo ou Evolucionismo

 

A doutrina da criação é religiosa, a mesma encontra-se no livro sagrado, precisamente em Gênesis, escrito por Moisés.

 

O assunto da criação atua no campo da cosmologia, uma ciência que estuda o universo e sua origem.

 

Filósofos tentaram explicar a origem do universo;

 

Tales de Mileto postulou a água como elemento primordial do cosmo. O surgimento do universo sem recorrer aos deuses.

 

Aristóteles, apresenta a explicação de um motor primário, como causador deste movimento. Haveria antes a necessidade de um motor para mover os demais motores.

 

Nesta analogia, o primeiro motor não teria nenhum outro para dar ignição.

 

Tomás de Aquino identifica esse motor imóvel como Deus.

 

No antigo testamento Deus, é o criador de todas as coisas.

 

No livro de Gênesis no primeiro e segundo capítulo, relata da criação como um ato deliberado e consciente de Deus. Ele criou tudo do nada, com isso, foge do efeito como causa de si mesmo, que é o caso quando se admiti a eternidade do próprio universo.

 

Segundo a tradição judaico-cristã, Deus organizou o caos existente, organizou o material bagunçado, Ele foi arquiteto do universo.

 

Para a teologia Deus não apenas organizou, arquitetou, formou, mas Ele é o sustentador de tudo. Ele continua trabalhando, não descansa.

 

O teólogo Langston se expressa da seguinte forma:

 

“A afirmação que acabamos de fazer, de que Deus habita no universo e é maior do que este, encerra duas verdades preciosas, a imanência e a transcendência de Deus. Estas duas idéias são básicas na teologia.

 

Entende-se por imanência que Deus está no universo, não só onipresente, mas presente.

 

Entende-se por transcendência que a capacidade de Deus é inexorável, e é sempre superior às suas atividades aqui no universo. Deus não está ocupado de tal maneira que não poderia, se quisesse, atender a muitos outros universos como este. Deus é imanente porque habita no universo, e é transcendente do universo.

 

Deus é tão ativo hoje como era no primeiro dia da criação. O seu ministério é perpétuo. Ele é soberano universal, e, ao mesmo tempo, servo universal. Ninguém serve como Deus serve. E, se não fosse o seu auxílio, o universo ficaria como uma casa abandonada, e em pouco tempo cairia em ruína. É Deus que conserva tudo nos eixos e que conserva tudo em bom estado.[1]

 

A providência divina é entendida diferentemente pelos teólogos, uns acreditam que a criação é direta e outros na criação indireta:

 

A criação direta afirma que Deus criou todas as coisas e exerce seu poder para mantê-lo em funcionamento, permanece agindo até hoje.

 

A criação indireta afirma que Deus criou o universo e o colocou. Assim o universo teria a capacidade de continuar se desenvolvendo sem necessidade da intervenção direta de Deus.

 

Imagina a semente de uma árvore, ela tem dentro de si a capacidade de se tornar uma grande árvore, basta esperar o processo natural, que acontecerá. Isso não quer dizer que a arvore não tenha sido criada, mas todo o seu DNA está contido na semente. Desta forma teria acontecido com o universo[2].

 

Na cosmologia cientifica a origem do universo é denominado como Big Bang, por esse motivo é denominado como criação indireta, ou seja, Deus criou a semente do universo e, a partir dali a semente passou a se desenvolver naturalmente. Essa é uma tentativa de conciliar o transformismo, ou teoria da evolução do universo, qual é aceita oficialmente pela ciência e a teoria da criação direta, aceita pela teologia.

 

O teólogo medieval Agostinho de Hipona, afirma que Deus criou o cosmo com o tempo, não no tempo, lembre-se que não havia tempo antes de Deus criar o universo, ou seja, em certo momento Deus criou a matéria e com ela o espaço. Aqui conseguimos chegar em acordo com a física, a cosmologia contemporânea, ao afirmar a relação inseparável entre tempo e espaço, conforme afirma o físico Oxford[3]:

 

“A teoria tenta provar que se for feito o processo inverso ao Big Bang, no instante “zero” o tempo e o espaço são confundidos. O tempo não é sem o espaço e o espaço não é sem o tempo. ”

 

Analisando o Gênesis capítulo primeiro e segundo, na perspectiva teológica, percebe-se que Deus não se confunde com a matéria criada, mas que com ela contém relacionamento.

 

Moramos em um lugar que não é nosso e por isso deve ser usufruída por todas as pessoas, que devem cuidar bem dela.

 

A criação tem um sentido e uma finalidade que faz parte da vontade deliberada de Deus, dos seus propósitos e planos.

 

 

[1] Langston. Esboço de Teologia Sistemática, p.93, 98-99

 

[2] Rocha, Márcio José de Oliveira. Teologia Sistemática I: Teologia da Revelação e Antropologia, p.37.

 

[3] Oxford, Paul Davies. A mente de Deus

 

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