Pregação Expositiva Traz Crescimento Saudável Para Igreja

Pregação Expositiva Traz Crescimento Saudável Para Igreja

INTRODUÇÃO   Dentro da cosmovisão cristã, será traçado um perfil do cristão do ponto de vista...

Pregação Expositiva Traz Crescimento Saudável Para Igreja

INTRODUÇÃO

 

Dentro da cosmovisão cristã, será traçado um perfil do cristão do ponto de vista bíblico. Uma vida cristã séria significa, fazer julgamento moral de si, e aceitar que existe lei moral aplicável a todas situações, escolher entre certo e errado, bem e mal. Não é basear-se naquilo que for conveniente para o momento, mas sim de acordo com os padrões bíblicos, determinados por Deus.

 

A escritura sagrada, é a regra de fé e pratica do cristão, ela é inerrante, infalível e eficaz, quando exposta de forma ordenada e sistemática, torna-se salutar para igreja, Deus deixou sua palavra para ela ser estudada e ministrada sem que o pregador tenha que inventar, mas apenas repassar o que já está escrito.

 

A Igreja de Atos demonstra a importância da escritura ser exposta, pois a palavra de Deus, se explica com a própria palavra de Deus.

 

A igreja primitiva estava comprometida com a qualidade de vida, em atos encontramos a igreja sendo atacada de várias formas, ela responde de uma única forma, com a pregação e a oração. Quando a igreja está comprometida com a verdade, prega a verdade, ela se compromete com a verdade.

 

Quando as escrituras estão sendo pregado conforme Deus as enviou, sem que haja floreios ou invenções fora de contexto, quando ela é posta da forma qual fora enviada, o cristão absorve valores, das escrituras sagradas, onde está a Palavra de Deus. As influências culturais, das mídias sociais entre outros, que contém valores contrários, a palavra de Deus, não deve influenciar em suas escolhas. A ética bíblica está preocupada com o estilo de vida que a fé cristã exige[1]. A escritura contém a vontade de Deus, para nosso ensinamento.

 

O caráter de Deus é refletido na ética bíblica, Ele é imutável, sua palavra é soberana e única, sua fidelidade não depende de interesses. Quando a palavra de Deus é pregada de forma expositiva ela combate as heresias. As virtudes como honestidade, bondade, gentileza e integridade, são atributos definidos por Deus e não estão sujeitos às opiniões particulares, nem barganhas. A ética bíblica é para todos, não distingue raça, classe social nem nível cultural[2]. Os requisitos morais pelos quais os cristãos devem viver hoje são os mesmos de ontem e serão os mesmos de amanhã, pois Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e será eternamente[3].

 

A pregação expositiva traz conhecimento e profundidade, o crescimento aqui é qualitativo e quantitativo, pois não existe uma igreja com qualidade na pregação e estéril, quando há fidelidade às escrituras, Deus dá o crescimento quantitativo para igreja, de forma natural.

 

O dever do cristão é identificar o certo, errado, bem ou mal, de acordo com o padrão de Deus. Não há liberdade individual para decidir quais valores são corretos. Deus os revelou para nós, através das escrituras sagradas.

 

Para o cristão, o estilo de vida é uma questão de lealdade a Deus, não de preferência pessoal. Procurar compreender as escrituras, somente estudando na integra seus escritos. O cristão deve viver de maneira que reflita Cristo em nós. Jesus estabeleceu o padrão ético, qual encontramos nas escrituras.

 

Devemos ser imitadores de Cristo, seguir seu exemplo e orientar o nosso comportamento de acordo com Ele. O cristão deve considerar quem vem atrás, ao lado à frente, olhar uns aos outros superiores a si mesmo, uma sensibilidade de amor a Deus e ao próximo[4].

 

O caráter cristão encontra-se pela presença de três atributos, respeito, honra e honestidade. É necessária uma demonstração contínua dos três.

 

A ética bíblica requer que vivamos de acordo com a autoridade. Toda a autoridade é instituída por Deus.  Devemos respeitar toda e qualquer autoridade, e ensinar as crianças a fazer o mesmo. Deus os coloca em posição de autoridade para evitar o caos, a confusão e a destruição.

 

Deus deixou sua palavra, para que debaixo de sua autoridade, haja a compreensão de Sua vontade, os discípulos pregavam a palavra de Deus, os acontecimentos, os problemas nas igrejas eram combatidos com a palavra do Senhor, desta forma a melhor forma de compreender as necessidades e suprir – lá, é alimentar-se com as boas novas contida nas escrituras.

 

A autoridade é necessária para manutenção da ordem. A submissão à autoridade é aceitar que Deus colocou essa pessoa sobre nós. Não aceitar uma autoridade é uma atitude amarga contra Deus[5].

 

Ensinar aos filhos a respeitar e honrar os pais é fundamental no ensino sobre respeito às outras pessoas. Este mandamento está associado a uma promessa, por isso concluímos que a desonra está ligada a uma maldição. Ao desonrar seus pais receberão o peso do julgamento de Deus. Os desobedecer, desrespeitar ou desonrar a seus pais, são atitudes contrárias à sua natureza.

 

Os pais são os governadores designados por Deus para administrar seus filhos, de acordo com a Bíblia, honrar os pais implica em um profundo respeito, dado com amor.

 

Honrar por dever, anula a santidade da honra. Deus nos chama a um relacionamento de discipulado com os nossos filhos, e levá-los da inocência e estultícia à maturidade e sabedoria[6].

 

Deus entregou Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna. Ele prova o Seu amor para conosco entregando Cristo para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores, e nos convida a aceitar esse sacrifício de amor, a entregar-Lhe totalmente a vida e a nascermos de novo em Cristo.

 

Todo aquele que passar por essa experiência com Jesus, deve andar conforme a vontade de Deus, seus pensamentos, suas atitudes, o molde se sua vida, deverá ser conforma a vontade de Deus, deverá ser entregue todo o seu ser e todos os aspectos de sua vida. Assim se você está em Cristo, é nova criatura, as coisas antigas já passaram.

 

Uma vida renovada leva o cristão a um alto padrão de comportamento através de um estilo de vida que O glorifique e que evidencie publicamente a fé e o compromisso que ele tem com Cristo Jesus. A importância do estilo de vida para o cristão encontra-se na restauração da imagem de Deus no ser humano[7].

 

O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Essa realidade acabou sendo manchada pelo pecado.

 

Através da redenção em Cristo Jesus e da atuação do Espírito Santo na vida daqueles que o Senhor escolheu, no processo de restauração, Deus chama Seus filhos a um reavivamento e reforma através do compromisso em ser santo. Cristo deixou claro que ser santo e ser perfeito como Deus, é ser um canal divino de Sua graça, amor e bondade aos seres humanos. O cristão torna-se um canal de Deus ao amar sinceramente todos os indivíduos com quem ele se relaciona, orando por eles e ajudando-os, mesmo sendo seus inimigos ou aqueles que o perseguem.

 

O cristão deve imitar a Cristo Jesus, em todos os aspectos de sua vida. Para que isso seja possível, Deus concede aos Seus filhos o Espírito Santo, o Consolador, que opera na mente e coração dos seres humanos, envolvendo o cultivo de atributos internos e externos. Esses atributos representam a restauração do caráter divino evidenciado pelo fruto do Espírito na vida dos filhos de Deus[8].

 

O cristão é chamado a consagrar a Deus todos os aspectos de sua vida. Devemos ser sóbrios e esperar inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Todos devem ser obedientes, não devemos moldar-nos às paixões que tínhamos anteriormente na ignorância, pelo contrário, devemos ser santos em todos momentos, porque escrito está: “Sede santos, porque Eu sou santo”[9]. Ao fazer o que agrada ao coração de Deus, reconhecemos plenamente o poder e a autoridade da Palavra de Deus.

 

Todos devem conservar-se puros no coração e na mente. O cristão deve evitar e rejeitar tudo que possa poluir sua mente e sua vida, levando-o a pecar. O apóstolo Paulo orienta-nos para nortear nossas escolhas, conforme a vontade do Pai[10].

 

Os reformadores do século XVI, resgataram a integridade da palavra de Deus, em meio a interpretações alegóricas, carregada de sincretismo religioso. Isso pode ser visto por conta de estudos expositivos, para a correta interpretação das escrituras. Pois a escritura explica a própria escritura.

 

O cristão deve ter uma vida integra e reta que agrade a Deus, assim transparecendo em sua vida pessoal, a majestade de Deus.

 

A Necessidade da Pregação Expositiva

 

Os pastores e pregadores precisão voltar-se para a pregação expositiva, as igrejas necessitam com urgência de serem alimentadas com algo mais sólido. Os pastores sofrem muito no ministério, por não saber o que pregar, de forma expositiva, você sabe exatamente o que será ministrado no próximo sermão. Ela trás para igreja um crescimento saudável, pois não visa uma forma numerologia, o crescimento será de acordo com a maturidade cristã.

 

A pregação expositiva traz conhecimento e profundidade sobre Deus, não deixa margens para falha na interpretação, desta forma evitando o falso ensino das escrituras. Muito embora leva-se mais tempo para o preparo, Jhon Piper afirma que um sermão expositivo, precisa de 30h para seu preparo. Quando as escrituras são colocadas de forma saudável, o crescimento da igreja não será em forma de numero lógica, mas paulatinamente e continua.

 

Jhon Stott é considerado um grande expositor bíblico, seus livros têm sido considerados um grande marco na erudição teológica. Stott escreveu um livro chamado “O perfil do Pregador”, e descreve o perfil do pregador embasado em cinco figuras neotestamentárias.

 

A primeira figura neotestamentaria que vamos utilizar encontra-se em 1 Coríntios 4.1-2, 1“Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. 2Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”.

 

Paulo nos mostra que o pregador deve ser fiel a palavra de Deus, o ministro autêntico da Palavra de Deus, não se pode expor a palavra do Senhor conforme o capricho dos membros, mas sim manter-se fiel as escrituras sagradas.

 

Nesta ótica o pregador não inventa nada, mas faz a exposição das escrituras sagradas, o conteúdo da mensagem é a própria palavra de Deus. Fala em nome do rei, trazendo uma mensagem real para o povo. Sua mensagem e sua autoridade vêm de Deus. Ele proclama a mensagem de Deus, na autoridade de Deus, para o povo de Deus. O pregador tem que se manter fiel ao Rei, passar apenas o que está nas escrituras, sem modifica-la, para agradar alguém. É alguém que experimentou em sua vida, o amor de Deus, pois ele anda com Deus. Fala o que viu, ouviu e experimentou. A vida do pregador é seu sermão mais eficaz, somente alguém que anda com Deus e tem uma vida abundante em Jesus, tem autoridade para pregar com poder do evangelho. É um terrível pecado anunciar aos outros algo que o próprio pregador ainda não experimentou. O pregador precisa ter um profundo relacionamento de amor com aqueles para quem prega.

 

O pregador precisa não apenas pregar, mas exegetizar o texto e o povo. Precisa amar ao Senhor e amar o povo de Deus. Somente com um coração de pai, o pregador pode apascentar, com conhecimento, sabedoria e entendimento o rebanho de Deus. Finalmente, o pregador deve ser servo de Deus e servo do povo. O pregador não deve se alimentar da vaidade. Sua liderança é para servir. Sua vocação é semelhante à do seu mestre, que veio para servir, e não para ser servido. O conteúdo do texto emana das escrituras, podemos definir a pregação expositiva, é mais eficaz.

 

Dargan (1905, p.12, vol 1) escreve: “A pregação é uma parte essencial e uma característica distintiva do cristianismo”.

 

Dargon deixa claro que é saudável conhecer sobre a importância da pregação bíblica, centrada em Cristo, e sua eficácia para dar o crescimento saudável que a igreja necessita.

 

O método de Deus que levou a igreja crescer durante toda história foi à pregação da Palavra, mas, quando a pregação é desprezada a igreja sofre por não amadurecer. O Movimento de Crescimento de Igrejas influenciou bastante o evangecalismo das ultimas décadas. A busca por um crescimento numérico levou muitos pastores a abrirem mão dos métodos bíblicos em função dos métodos pragmáticos. A pregação se tornou secundaria como um instrumento para crescimento da igreja. Os sermões bíblicos foram sendo desprezados e tomando seu lugar mensagens fraca, de alto ajuda e artificiais sem nenhum compromisso com a supremacia das Escrituras. Sermões cheios de emocionalíssimo, autoajuda, utilizando técnicas psicológicas, oratórias que chamem a atenção para atrair a atenção das pessoas desprezando a interpretação correta das Escrituras são cada vez mais comuns.

 

Esse movimento ensina métodos pragmáticos de crescimento dando ênfase no crescimento numérico a todo custo em detrimento do crescimento saudável. Esse crescimento a qualquer custo ensinado pelos métodos pragmáticos embora trouxe um crescimento numérico, também produziu uma fé artificial nas pessoas. Hernandes dias Lopes (2008, p.216) diz: “A visão pragmática tenta manter os sermões curtos, simples e os tópicos cuidadosamente escolhidos para enfatizar o pessoal em detrimento do doutrinário e o relacional em detrimento do abstrato”. Agradando sempre os ouvintes, a pregação permanece superficial, com muitos visitantes, membros e cristãos recebendo apenas uma leve mensagem semanal de evangelismo. Como hoje em dia o importante é o crescimento numérico muitos pastores não estão preocupados com o crescimento saudável da igreja, os amadurecimentos dos membros. Para o crescimento numérico e saudável das igrejas é preciso uma compreensão da pregação bíblica e sua prioridade. A pregação sempre será o instrumento que Deus se utiliza para que a igreja avance. O Este Projeto tem o objetivo de efetuar uma análise da pregação expositiva como um instrumento para o crescimento saudável da igreja.

 

Mostrar à importância desse estilo de pregação para pastores, pregadores, conferencistas e líderes das igrejas, demonstrar sua eficácia no crescimento saudável para igreja. Será fundamental a pesquisa histórica da igreja, bibliográfica e eclesiologia. Abordagem qualitativa e utilizando da teologia bíblica, trazendo significado dos temas e dados dos autores sobre a pregação expositiva.

 

A pregação expositiva traz conhecimento e profundidade sobre Deus, não deixa margens para falha na interpretação, desta forma evitando o falso ensino das escrituras. Muito embora leva-se mais tempo para o preparo, Jhon Piper afirma que um sermão expositivo, precisa de 30h para seu preparo. Quando as escrituras são colocadas de forma saudável, o crescimento da igreja não será em forma de numero lógica, mas paulatinamente e continua.

 

Jhon Stott é considerado um grande expositor bíblico, seus livros têm sido considerados um grande marco na erudição teológica. Stott escreveu um livro chamado “O perfil do Pregador”, e descreve o perfil do pregador embasado em cinco figuras neotestamentárias.

 

A primeira figura neotestamentaria que vamos utilizar encontra-se em 1 Coríntios 4.1-2, 1“Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. 2Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”.

 

Paulo nos mostra que o pregador deve ser fiel a palavra de Deus, o ministro autêntico da Palavra de Deus, não se pode expor a palavra do Senhor conforme o capricho dos membros, mas sim manter-se fiel as escrituras sagradas.

 

Nesta ótica o pregador não inventa nada, mas faz a exposição das escrituras sagradas, o conteúdo da mensagem é a própria palavra de Deus. Fala em nome do rei, trazendo uma mensagem real para o povo. Sua mensagem e sua autoridade vêm de Deus. Ele proclama a mensagem de Deus, na autoridade de Deus, para o povo de Deus. O pregador tem que se manter fiel ao Rei, passar apenas o que está nas escrituras, sem modifica-la, para agradar alguém. É alguém que experimentou em sua vida, o amor de Deus, pois ele anda com Deus. Fala o que viu, ouviu e experimentou. A vida do pregador é seu sermão mais eficaz, somente alguém que anda com Deus e tem uma vida abundante em Jesus, tem autoridade para pregar com poder do evangelho. É um terrível pecado anunciar aos outros algo que o próprio pregador ainda não experimentou. O pregador precisa ter um profundo relacionamento de amor com aqueles para quem prega.

 

O pregador precisa não apenas pregar, mas exegetizar o texto e o povo. Precisa amar ao Senhor e amar o povo de Deus. Somente com um coração de pai, o pregador pode apascentar, com conhecimento, sabedoria e entendimento o rebanho de Deus. Finalmente, o pregador deve ser servo de Deus e servo do povo. O pregador não deve se alimentar da vaidade. Sua liderança é para servir. Sua vocação é semelhante à do seu mestre, que veio para servir, e não para ser servido. O conteúdo do texto emana das escrituras, podemos definir a pregação expositiva, é mais eficaz.

 

Dargan (1905, p.12, vol 1) escreve: “A pregação é uma parte essencial e uma característica distintiva do cristianismo”.

 

Dargon deixa claro que é saudável conhecer sobre a importância da pregação bíblica, centrada em Cristo, e sua eficácia para dar o crescimento saudável que a igreja nescessita.

 

O método de Deus que levou a igreja crescer durante toda história foi à pregação da Palavra, mas, quando a pregação é desprezada a igreja sofre por não amadurecer. O Movimento de Crescimento de Igrejas influenciou bastante o evangecalismo das ultimas décadas. A busca por um crescimento numérico levou muitos pastores a abrirem mão dos métodos bíblicos em função dos métodos pragmáticos. A pregação se tornou secundaria como um instrumento para crescimento da igreja. Os sermões bíblicos foram sendo desprezados e tomando seu lugar mensagens fraca, de alto ajuda e artificiais sem nenhum compromisso com a supremacia das Escrituras. Sermões cheios de emocionalismo, autoajuda, utilizando técnicas psicológicas, oratórias que chamem a atenção para atrair a atenção das pessoas desprezando a interpretação correta das Escrituras são cada vez mais comuns.

 

Esse movimento ensina métodos pragmáticos de crescimento dando ênfase no crescimento numérico a todo custo em detrimento do crescimento saudável. Esse crescimento a qualquer custo ensinado pelos métodos pragmáticos embora trouxe um crescimento numérico, também produziu uma fé artificial nas pessoas. Hernandes dias Lopes (2008, p.216) diz: “A visão pragmática tenta manter os sermões curtos, simples e os tópicos cuidadosamente escolhidos para enfatizar o pessoal em detrimento do doutrinário e o relacional em detrimento do abstrato”. Agradando sempre os ouvintes, a pregação permanece superficial, com muitos visitantes, membros e cristãos recebendo apenas uma leve mensagem semanal de evangelismo. Como hoje em dia o importante é o crescimento numérico muitos pastores não estão preocupados com o crescimento saudável da igreja, os amadurecimentos dos membros. Para o crescimento numérico e saudável  das igrejas é preciso uma compreensão da pregação bíblica e sua prioridade. A pregação sempre será o instrumento que Deus se utiliza para que a igreja avance. O método dos apóstolos foram se dedicar a oração e ao ministério da Palavra (Atos 6. 4).

 

A igreja primitiva experimentou um crescimento numérico e saudável. A prioridade da igreja para o crescimento deve ser a pregação. Utilizando da pregação expositiva, a igreja cresce numericamente e saudavelmente. Lopes (2008, p.13) diz: “A pregação expositiva é a mais bíblica e mais eficaz para produzir o crescimento sadio da igreja”. Ela está comprometida com a supremacia das Escrituras arraigada com infabilidade, inerrância e suficiência das Escrituras. A pregação expositiva é um instrumento vital para igreja porque cultiva o compromisso mais profundo dos crentes com a Palavra de Deus.

 

Na primeira seção deste trabalho trata sobre o que é a pregação expositiva dando as melhores definições sobre o assunto bem como mostrando quais as ferramentas utilizadas para preparar uma mensagem expositiva e comparando esse estilo de pregação com outros.

 

Na segunda seção a pregação expositiva, encontra-se presente em toda a história. Encontramos grandes evidências na bíblia. Ela traz evidências desse estilo de pregação em alguns períodos bíblicos.

 

A história da igreja também demonstra que o estilo preferido de grandes expositores desde os pais da igreja passando pelo os reformadores e chegando ao século XXI.

 

O trabalho mostra como a pregação expositiva é um instrumento para dar o crescimento saudável as igrejas.

 

A pregação expositiva traz de volta a centralidade da pregação como a supremacia da Escritura porque Deus opera através de sua palavra.

 

A pregação expositiva é um dos melhores instrumentos para o crescimento sadio, o crescimento qualitativo e quantitativo será corrigido com a pregação expositiva. Existem quatro problemas que assolam as igrejas.

 

  1. A Influência dos ensinos carismáticos e místicos.

Não utilizar a bíblia contra a própria verdade. Desta forma não buscar somente a experiência, mas sim respaldar na verdade.

 

  1. Negação da Infabilidade das escrituras.

O liberalismo teológico leva ao relativismo ético, isso mata a igreja.

 

  1. A ortodoxia morta.

A palavra de Deus é espírito de vida, não se pode pregar com letras mortas, mas sim letras que tratam do espírito que vivifica.

 

  1. A superficialidade.

O alimento tem que ser sólido e consistente, não pode dar uma água com sal, para os ouvintes. É necessário estudar a bíblia a fundo, investir tempo de estudo nas escrituras e oração, vida de oração.

 

Pregação Expositiva no Antigo testamento

 

Os profetas foram pregadores, eles eram a boca de Deus, eles não proclamavam suas próprias palavras, não era em nome deles, mas, a palavra de Deus, em nome de Deus.

 

Para compreender a pregação expositiva, é importante entender o que ela significa, seus valores. Todo pregador expositivo tem algumas características importante, um perfil.

 

O perfil do pregador

 

Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus. ” 2 Co 2:17

 

Nós fomos criados para adorar a Deus, e nossa alma não encontra repouso seguro, a não ser que repouse nEle.

 

A pregação é a palavra de Deus, o pregador não precisa prover ou criar alimento, mas sim, administrar o que está nas escrituras sagradas. O pregador fala em nome do Rei, levando a mensagem real ao povo.

 

Jhon Stott é considerado um grande expositor bíblico, seus livros têm sido considerados um grande marco na erudição teológica.

 

Stott escreveu um livro chamado “O perfil do Pregador”, e descreve o perfil do pregador embasado em cinco figuras neotestamentárias.

 

A primeira figura neotestamentário que vamos utilizar encontra-se em 1 Coríntios 4.1-2, 1Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. 2Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel. ”

 

Paulo nos mostra que o pregador deve ser fiel a palavra de Deus, o ministro autêntico da Palavra de Deus, não se pode expor a palavra do Senhor conforme o capricho dos membros, mas sim manter-se fiel as escrituras sagradas.

 

O pregador é como um mordomo, ele é encarregado de servir à família de Deus. Um mordomo não precisa prover nada, enfeitar ou criar, ele apenas administra aquilo que lhe é confiado. O proprietário é responsável por suprir a dispensa, o mordomo, prepara, balanceia e serve às mesas.

 

Nesta ótica o pregador não inventa nada, mas faz a exposição das escrituras sagradas, o conteúdo da mensagem é a própria palavra de Deus.

 

O pregador é como arauto 2 coríntios 5.20, “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.”

 

O pregador fala em nome do rei, trazendo uma mensagem real para o povo. Sua mensagem e sua autoridade vêm de Deus. Ele proclama a mensagem de Deus, na autoridade de Deus, para o povo de Deus. O pregador tem que se manter fiel ao Rei, passar apenas o que está nas escrituras, sem modifica-la, para agradar alguém.

 

O pregador é como testemunha atos 1.8, “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. ”

 

O pregador é alguém que experimentou em sua vida, o amor de Deus, pois ele anda com Deus.

 

O pregador fala o que viu, ouviu e experimentou. A vida do pregador é seu sermão mais eficaz, somente alguém que anda com Deus e tem uma vida abundante em Jesus, tem autoridade para pregar com poder do evangelho. É um terrível pecado anunciar aos outros algo que o próprio pregador ainda não experimentou.

 

O pregador é como pai 1 Timóteo 4.14-16, “14Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. 15Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. 16Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.

 

O pregador precisa ter um profundo relacionamento de amor com aqueles para quem prega.

 

Uma coisa é amar a pregação, outra bem diferente é amar o povo para quem se prega.

 

O pastor não é um orador, pois ele apascenta suas ovelhas com amor e com lagrimas o rebando de Cristo.

 

O pregador precisa não apenas pregar, mas exegetizar o texto e o povo. Precisa amar ao Senhor e amar o povo de Deus. Somente com um coração de pai, o pregador pode apascentar, com conhecimento, sabedoria e entendimento o rebanho de Deus.

 

O pregador como servo Filipenses 1.1, “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos que vivem em Filipos, ”

 

Finalmente, o pregador deve ser servo de Deus e servo do povo. O pregador não deve se alimentar da vaidade. Sua liderança é para servir. Sua vocação é semelhante à do seu mestre, que veio para servir, e não para ser servido.

 

Sendo servo por amor, o pregador será poderoso instrumento nas mãos de Deus.

 

Que todos sejam serviços de Cristo, humildes perante a Deus, assim como Jesus, sejamos todos discípulos de nosso Senhor.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

 

A pregação expositiva nos mostra que a igreja cresce espiritualmente, conforme a exposição da palavra de Deus, entra nas vidas. Ela traz um panorama histórico, seu propósito, seus resultados na vida de um pregador.

 

A pregação expositiva guia a igreja para um crescimento saudável e paulatino, vital para as igrejas e demonstra que o cristão precisa ter um compromisso mais profundo com a palavra de Deus.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

 

OLYOTT, Stuart. PREGAÇÃO PURA E SIMPLES. São José dos Campos / Sp: Editora Fiel, 2002. Conteúdo Doutrinário Cap. 2, p. 49-66.

 

CHAPELL, Bryan. Pregação Cristocentrica. São Paulo: EDITORA CULTURA CRISTÃ, 2007.

 

PIPER, Jhon. Supremacia de Deus na Pregação. São Paulo: Edições Vida Nova, 2009.

 

LAWSON, Steven J. A Arte Expositiva de João Calvino: São José dos Campos / Sp: Editora Fiel, 2007.

 

HORTON, Michael. Cristianismo Sem Cristo. Cambuci / Sp: Editora Cultura Crustã, 2010.

 

LOPES, Hernandes Dias. Pregação Expositiva: Sua Importância para o crescimento da igreja. São Paulo: Editora Hagnos, 2010. 257 p.

 

[1] Tiago 3.13; 1ª Pedro 3.2-16; 2ª Pedro 3.11

 

[2] Gálatas 3.28; Colossenses 3.11, Tiago 2.1-10

 

[3] Hebreus 13.8

 

[4] João 13.34-35; Colossenses 3.8-9, 12-14; Marcos 12.28-31; 1ª João 4.19-21; Filipenses 2.3

 

[5] Romanos 13; Efésios 6.1-4; 1ª Pedro 2.13-14, 17; Hebreus 13.17a

 

[6] Êxodo 20.12; Provérbios 30.17; Êxodo 21.15,17; Levíticos 20.9; Provérbios 4.1-7; Levíticos 19.32

 

[7] Romanos 6.1-11; 2ª Coríntios 5.11; Genesis 1.26-27; Genesis 3

 

[8] Romanos 8.29; 1ª Coríntios 15.49; 2ª Coríntios 3.18; Efésios 4.22-24; Colossenses 3.8-10; Romanos 12.1-13; Gálatas 5.16-26; Efésios 4.17-5; Colossenses 3.1-17; 1Tessalonicensses 4.1-12; 1ª Timóteo 2.8-3:13

 

[9] João 1.12; 3.16; Levíticos 11.44-45; Mateus 5.48; 1 Pedro 1.13-16

 

[10] Salmo 24.3; 51.10; 1ª João 3.3; 1ª Coríntios 10.31; Filipenses 4.8

 

Comentários